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Minha história com miopia alta (o que ninguém vê por trás dos óculos)

Quando alguém olha pra mim e pensa:
“Ah, é só colocar óculos que resolve…”

Deixa eu te contar uma coisa:
não é assim, tá?

Eu tenho miopia alta.
E viver com isso vai muito além de enxergar borrado.

Desde os meus 3 anos de idade, eu já percebia que via o mundo diferente.

Enquanto todo mundo enxergava placas, rostos e detalhes de longe…
eu via tudo embaçado.

Rostos viravam manchas.
Televisão? Só se eu ficasse bem perto.

E não… não era “forçar a vista”.

Era não reconhecer alguém na rua.
Era chegar perto demais das coisas.
Era depender dos óculos pra absolutamente tudo.

Mas o mais pesado nem sempre é o físico.

É o emocional.

O medo de piorar.
O medo de não enxergar mais.
O medo de depender cada vez mais.

E isso… quase ninguém vê.

As pessoas só veem o óculos.

Mas não veem a insegurança.
Não veem o esforço diário.
Não veem o impacto real na vida.

Eu nasci em uma família humilde, no interior do Ceará.

Naquela época, nem tinha oftalmologista no hospital onde eu nasci.
E também não existiam aqueles exames de visão em bebês como hoje.

Então ninguém percebeu no começo.

Quando meus pais se mudaram para São Paulo em busca de uma vida melhor,
minha mãe começou a notar que tinha algo errado.

Eu tinha dificuldade pra tudo.

E foi aí que começou outra batalha.

Ela teve que procurar ajuda…
pegar indicação…
e enfrentar uma fila enorme pra conseguir atendimento.

Com muito esforço, conseguimos uma consulta no Hospital das Clínicas.

Na minha primeira consulta, fiz vários testes.

E o diagnóstico veio:

👉 miopia alta
👉 baixa visão no olho esquerdo

Os médicos avaliaram tudo.

Testaram se eu precisaria de cão-guia,
lupa,
ou até aprender braile.

Imagina isso sendo criança…

Mas, felizmente, teve um alívio:

Com óculos… eu conseguia enxergar.

Não perfeitamente.
Mas o suficiente pra viver.

E aí veio outra realidade:

Os famosos “óculos fundo de garrafa”.

E eu vou ser sincera com você:
era feio sim. Horrível.

Mas mesmo assim…

Toda vez que eu ia na ótica com meus pais,
os atendentes me acolhiam.

Me ajudavam a escolher.
Me colocavam pra cima.

E isso fazia toda diferença na minha autoestima.

E meus pais…

Eles sempre deram tudo de si
pra que eu tivesse meus óculos,
pra estudar, viver e seguir minha vida.

Mesmo com dificuldade.

Eu já passei por muitas situações desconfortáveis por causa da miopia.

Mas hoje eu entendo uma coisa:

👉 isso faz parte da minha história
👉 e também da história de muita gente

Hoje eu falo sobre isso porque eu sei:

Tem muita gente passando pelo mesmo…
e achando que está sozinha.

Mas não está.

👉 Se você também tem miopia alta, me conta aqui:
quando você percebeu que sua visão era diferente?

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Camila Santos

Eu sou a Camila, criadora do Camilet. Tenho miopia alta desde a infância e compartilho minhas experiências reais para ajudar outras pessoas a entenderem melhor a visão, lidar com desafios e se sentirem menos sozinhas nessa jornada.

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