Muitos pacientes contam que “já operaram da catarta” porque fizeram uma raspagem nos olhos. Cuidado a catarta é frequentimente confundida com uma outra doença chamada de Pterígio.
O pterígio nada mais é como uma proliferação de tecido na parte externa do olho, geralmente na parte branca.
Por isso, eu coloco aqui uma imagem para que vocês consigam visualizar melhor:
são doenças completamente diferentes, apesar de muita gente confundir.

O pterígio acontece principalmente em pessoas que se expõem muito ao sol.
Essa exposição pode estimular o crescimento inadequado desse novo tecido na parte branca do olho, e na maioria das vezes ele surge no canto interno, próximo ao nariz, exatamente como aparece na imagem.
No início, a principal recomendação é que o paciente:
- evite a exposição solar
- use óculos escuros com proteção UV
- mantenha os olhos bem lubrificados
Esses cuidados ajudam a evitar que o pterígio inflame e que a superfície dos olhos fique muito irritada.
Nos casos em que isso não se resolve e o pterígio começa a crescer em direção ao centro da visão, a cirurgia pode ser indicada.
A boa notícia é que, hoje em dia, essa cirurgia é considerada tranquila.
Ela é realizada com uma técnica moderna que utiliza cola biológica, o que reduz bastante o desconforto no pós-operatório.
Basicamente, durante a cirurgia, o médico remove esse tecido que cresceu no olho (a famosa “carninha”) e utiliza um tecido saudável de outra região do próprio olho para cobrir o local. Esse procedimento é chamado de transplante conjuntival.
Para fixar esse novo tecido, podem ser usados pontos ou cola, mas atualmente, na maioria dos casos, a cola é a opção escolhida.
Com isso, o desconforto no pós-operatório é muito menor, a inflamação reduz mais rápido e o paciente consegue retomar suas atividades normais com mais facilidade.
Experiência real: o caso da minha mãe
Acompanhei de perto o caso da minha mãe, que foi paciente com pterígio.
Esse tecido se formou no olho direito dela, principalmente porque ela sempre trabalhou muito exposta ao sol. Com o tempo, o pterígio foi crescendo até avançar em direção ao centro da visão, o que acabou comprometendo a qualidade visual dela.
Por esse motivo, o oftalmologista recomendou a cirurgia.
Eu lembro bem desse período:
a recuperação levou cerca de uma semana, e tudo aconteceu conforme o esperado pelo médico. O procedimento foi tranquilo, a recuperação foi boa e, aos poucos, ela conseguiu retomar a rotina normalmente.
Esse acompanhamento me marcou muito, porque mostrou na prática como a exposição solar sem proteção pode afetar a saúde dos olhos — e como o diagnóstico e o tratamento corretos fazem toda a diferença.
Por isso eu sempre reforço: proteger os olhos do sol não é estética, é cuidado com a visão.
